
Resident Evil 4 Clássico marcou muitos jogadores no PlayStation 2 e até hoje é lembrado como um dos grandes jogos de ação e terror da geração. Nesta review nostálgica, vou contar minha experiência pessoal com o game, desde a infância jogando no PS2 até as partes que mais me marcaram.
Review Resident Evil 4 Clássico PS2
Tabela de Conteúdos
Introdução
Review de Resident Evil 4 Clássico PS2 não é apenas uma análise comum para mim. Esse jogo literalmente marcou várias fases da minha infância e adolescência no PlayStation 2.
Conheci Resident Evil 4 ainda criança no PS2 do meu sobrinho. O videogame tinha apenas quatro jogos no pendrive, mas Resident Evil 4 era disparado o meu favorito. Mesmo sendo um jogo de terror, eu praticamente não sentia medo na época. Pelo contrário, eu amava explorar a vila, o castelo e a ilha tentando descobrir coisas novas.
Uma das lembranças mais fortes que tenho do jogo foi jogando a parte da igreja enquanto estava chovendo no mundo real e também no jogo. Parece algo simples, mas aquela sensação ficou marcada na minha memória até hoje.
Até hoje, quando escuto chuva forte, lembro automaticamente daquela parte da igreja em Resident Evil 4.
Minha primeira experiência com Resident Evil 4
Na infância eu jogava Resident Evil 4 em um PS2 desbloqueado usando pendrive. Eu e meu sobrinho passávamos horas tentando avançar na campanha, mas naquela época o jogo parecia impossível.
Nenhum de nós conseguiu zerar o modo Professional.
O Krauser era meu maior pesadelo. Eu errava praticamente todos os Quick Time Events e sofria demais na luta de facas. Muitas vezes eu nem chegava na transformação final dele.
Naquela época eu também nem sabia que existiam armas como:
- Handcannon
- PRL 412
Meu sobrinho tinha conseguido desbloquear apenas:
- Rocket Launcher infinita
- Chicago Typewriter
E aquilo já parecia absurdo para mim.
O trauma do Krauser

Se existe um personagem que me traumatizou em Resident Evil 4 foi o Krauser.
Na infância eu simplesmente não conseguia derrotar ele direito. Os Quick Time Events me destruíam completamente e a luta parecia impossível.
Anos depois, quando consegui meu segundo PS2, finalmente comecei a entender melhor o jogo e criar minhas próprias estratégias.
Eu já assistia o canal Master Reset desde os meus 10 anos, mas foi nessa época que comecei realmente a aprender várias estratégias importantes de Resident Evil 4 através dos vídeos dele.
- derrotar o Bitores Méndez usando granadas incendiárias
- economizar munição
- melhorar armas certas
- derrotar o Krauser usando faca
Depois de várias tentativas consegui prender o Krauser em um canto e derrotá-lo rapidamente usando a faca. Quando isso aconteceu fiquei completamente sem acreditar.
Gameplay e dificuldade
Mesmo hoje eu ainda considero a gameplay de Resident Evil 4 extremamente divertida.
Talvez jogadores modernos não gostem tanto dos controles antigos, mas para mim o jogo continua perfeito usando controle no PS2.
Agora… se me der teclado e mouse para jogar Resident Evil 4 clássico no PC, provavelmente eu não saio nem da primeira fase.
No modo Professional o jogo se transforma completamente:
- inimigos demoram mais para morrer
- munição fica escassa
- chefes ficam muito mais difíceis
- qualquer erro pode acabar com a run
Mesmo assim, eu gostava justamente desse desafio.
Minhas armas favoritas
Minha arma favorita sempre foi a Striker.
Ela me passava uma sensação absurda de segurança, principalmente junto com a TMP. Sempre que eu me sentia preso em alguma situação difícil, usava essas armas.
Eu também tinha minha própria estratégia: guardava o upgrade especial da Striker que libera 100 munições apenas para usar quando tivesse perto da batalha com Jack Krauser.
Assim eu conseguia muita munição justamente numa das partes mais difíceis do jogo.
Entre as armas infinitas, a PRL 412 foi uma das experiências mais divertidas que tive em Resident Evil 4. Na infância eu nem imaginava que aquela arma existia.
O verdadeiro terror: modo Mercenários
Curiosamente, o que mais me dava medo em Resident Evil 4 nem era a campanha principal.
Era o modo Mercenários.
Só de pensar em jogar aquele modo eu já sentia agonia. Parecia tudo fora de controle:
- inimigos vindo de todos os lados
- tempo acabando
- caos total
Eu evitava jogar Mercenários durante anos.
Mas chegou um momento em que eu queria desbloquear a Handcannon e fui obrigado a enfrentar esse terror.
Foi vendo vídeos do canal Casa do Player que comecei a entender estratégias melhores para cada personagem.
O Leon foi um sofrimento absurdo principalmente na ilha contra:
- JJ
- Dr. Salvador
- Garrador
Já o Krauser virou um dos personagens mais divertidos do modo. Quando ele transformava o braço e destruía inimigos fortes, parecia um alívio depois de anos sofrendo contra ele na campanha.
Depois de mais de um mês treinando, finalmente consegui desbloquear a Handcannon. Quando apareceu aquela tela eu quase gritei.
Os puzzles também marcaram minha experiência

Além dos chefes difíceis, outra coisa que marcou muito minha experiência em Resident Evil 4 clássico foram os puzzles.
Na infância eu passava muito tempo preso em alguns enigmas do jogo, principalmente no puzzle da Ashley no castelo. Eu demorava bastante tentando entender a sequência correta enquanto ficava nervoso com os inimigos e com medo de errar alguma coisa.
Outro puzzle que ficou muito marcado na minha memória foi o das luzes da igreja. Sempre que chegava naquela parte eu chamava minha sobrinha porque ela conseguia resolver muito mais rápido do que eu.
E quando eu tentava resolver sozinho na infância, era praticamente na sorte mesmo. Eu ficava girando as luzes aleatoriamente até alguma coisa encaixar e o puzzle abrir.
Esses enigmas davam uma sensação muito diferente dos jogos atuais. Era preciso realmente prestar atenção nos símbolos, nas cores e nos detalhes do cenário para conseguir avançar.
Hoje consigo resolver praticamente todos com facilidade, mas na época parecia algo extremamente complicado.
Veja também: Puzzles Resident Evil 4 Clássico: Todas as Senhas, Enigmas e Soluções
Atmosfera e cenários
Mesmo no PS2 eu sempre achei Resident Evil 4 lindo.
Meu cenário favorito sempre foi o castelo, principalmente aquela parte das cortinas antes do portão onde usamos o cálice do rei e da rainha.
Mas a vila durante a chuva também sempre me marcou muito.
O laboratório da ilha tinha uma atmosfera extremamente macabra. Muita gente tinha medo daquela área, mas eu gostava bastante daquele clima de experimentos e mistério.
A sensação parecia realmente mostrar onde toda a história dos Ganados começou.
Chefes e inimigos
Uma das coisas mais impressionantes em Resident Evil 4 é a variedade de inimigos.
Cada área possui criaturas completamente diferentes:
- Dr. Salvador na vila
- Garrador no castelo
- Regenerators na ilha
E cada inimigo exige estratégias próprias.
O Dr. Salvador me fazia pegar a escopeta imediatamente sempre que aparecia.
Já os Regenerators me davam muito trabalho até eu aprender a derrotar eles usando faca. Quando consegui fazer isso pela primeira vez fiquei completamente perplexo.
Ashley e a relação dos jogadores com ela
Por incrível que pareça, eu nunca odiei a Ashley como muita gente.
No começo, eu deixava ela parada em alguns lugares e isso fazia os Ganados pegarem ela com muita facilidade. Era irritante ter que voltar correndo para salvar a Ashley enquanto vários inimigos apareciam ao mesmo tempo.
Com o tempo, fui aprendendo a jogar melhor. Em vez de deixar ela esperando em qualquer canto, eu preferia manter a Ashley sempre me seguindo e limpar a área primeiro antes de avançar.
Assim eu conseguia proteger ela melhor, eliminar os Ganados com calma e não precisava me preocupar tanto com ela sendo capturada no meio da confusão.
Mas no modo Professional eu praticamente sempre usava a roupa especial da Ashley com armadura. Aquilo ajudava demais porque os Ganados não conseguiam carregar ela. Além de ser muito útil, eu achava engraçado ver os inimigos tentando levantar ela e falhando por causa da armadura pesada.
O jogo envelheceu bem?
Na minha opinião, sim.
Resident Evil 4 clássico envelheceu extremamente bem:
- gameplay divertida
- atmosfera incrível
- chefes memoráveis
- trilha sonora marcante
- enorme variedade de inimigos
Talvez jogadores modernos estranhem os controles antigos, mas para mim o jogo continua perfeito até hoje.
Mesmo depois de tantos anos jogando Resident Evil 4 clássico no PS2, ainda tenho vontade de jogar o remake. Ver aquele jogo que marcou minha infância totalmente refeito na nova geração parece algo surreal.
Principalmente porque passei anos conhecendo cada detalhe da versão clássica, desde os puzzles até o modo Mercenários. Comparar as duas versões deve ser uma experiência incrível para qualquer fã de Resident Evil 4.
Saiba mais sobre Resident Evil 4

Resident Evil 4 revolucionou os jogos de survival horror e influenciou vários games modernos de ação e terror.
O jogo foi lançado originalmente pela Capcom e rapidamente virou um dos títulos mais importantes da história do PlayStation 2.
Até hoje Resident Evil 4 continua sendo considerado um dos melhores jogos já lançados para o PS2.
Conclusão
Resident Evil 4 não foi apenas um jogo importante para mim. Ele literalmente marcou várias fases da minha vida.
Desde a infância jogando no PS2 do meu sobrinho até os anos depois tentando desbloquear tudo no modo Professional e Mercenários, esse jogo sempre esteve presente.
Poucos jogos conseguem criar memórias tão fortes assim.
Minha nota final para Resident Evil 4 Clássico PS2 sempre será:
Nota Final: 10/10
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